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Mai 12
Viver e Saber

Com freqüência vemos surgir no mundo moderno problemas relacionados com a saúde que não conhecíamos e que não eram visíveis ou identificados pela sociedade.

Com o avanço das pesquisas nas diversas áreas do conhecimento muitas descobertas estão aparecendo, principalmente aquelas relacionadas com a atividade cerebral, até bem pouco tempo atrás, pouco conhecidas.

É o caso do déficit de atenção aliado a hiperatividade, que atinge milhões de jovens e adultos pelo mundo afora exigindo tratamentos e cuidados especiais para que não incapacitem o indivíduo para suas atividades normais.

Já existem profissionais especializados que se dedicam a entender os problemas decorrentes desta disfunção e que estão ajudando principalmente os jovens em idade escolar, para que sejam produtivos e consigam absorver os conhecimentos que são repassados em sala de aula.

O problema aparece de uma hora para outra, mas também pode se manifestar desde os primeiros anos de vida. A crianças ficam desatentas, super ativas, não tem paciência para permanecer no mesmo lugar, pois suas inquietações exigem que estejam em atividades constantes.

Em sala de aula não conseguem prestar atenção no que o professor fala, pois ficar paradas, ouvindo por longos períodos é uma tortura. Precisam de movimento, razão pela qual são muito bons em jogos que exige velocidade de raciocínio tirando o maior prazer desta atividade.

Uma conseqüência direta é que não se concentram, não fazem anotações, esquecem datas e trabalhos. É preciso serem acompanhados permanentemente.

Nem todos os professores tem paciência para lidar com eles, o que se torna ainda mais sério para os pais, que conhecem o problema e precisam do apoio da escola e dos professores, pois não admitem que seus filhos não conseguirão ir adiante nos estudos. É o futuro pessoal e profissional deles que está em jogo.

Para os pais é um transtorno que dificulta o relacionamento com os filhos, porque o padrão deles é diferente. Ou divagam e ficam perdidos em seus pensamentos ou não conseguem ficar parados. Alguém da família precisa estar permanentemente atento para que eles façam os temas e cumpram com suas obrigações escolares.

Aos poucos eles percebem que tem esta dificuldade e começa outro problema que também precisa ser tratado, pois entendem que não tem a mesma capacidade dos demais. Isto interfere na auto-estima e passam a se recolher intimamente, como se quisessem estar em outro plano.

É uma preocupação permanente para os pais e um sofrimento para quem tem o problema.

Felizmente existem tratamentos que minoram este sofrimento e criam condições para uma vida melhor, desde que acompanhados por profissionais experientes e competentes. Infelizmente o Brasil ocupa o segundo lugar em uso do medicamento RITALINA, para déficit de atenção, o que significa que milhões de pessoas buscam soluções para ter uma vida normal.

O certo é que os pais precisam aceitar o problema, conviver com ele e dar todo apoio, compreensão e amor para que seus filhos se sintam protegidos. As escolas e os professores precisam estar preparados para ter uma atenção especial para com eles.

Colocamos o site www.viveresaber.com.br, para troca de experiências com os pais que tem filhos nesta situação e que possam expor suas experiências para os demais. Escrevam para o site, autorizando a publicação, que divulgaremos experiências vividas, visando compartilhar com todos que enfrentam este problema.

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