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Ago 11
Viver e Saber

O tão esperado desenvolvimento do Pais, provocou uma onde de consumo, que estava reprimida diante das dificuldades que o País atravessava. Os brasileiros foram as compras, visando adquirir tudo aquilo que sempre sonharam. Com isso o consumo se acelerou e a poupança ficou esquecida.

 

Não é difícil de entender porque aumentou o consumo. Com a ascensão das classes menos favorecidas há um maior contingente de pessoas com recursos para adquirir bens que antes só era possível para as camadas privilegiadas da sociedade.

Hoje, dificilmente se encontrará uma família que não tenha eletrodomésticos necessários para uma casa. Com o desenvolvimento do Pais o crédito ficou mais fácil e com isso o acesso as compras se tornou uma realidade.

Ninguém pode ser contra a esta atitude, porque todos tem o direito de ter o conforto e as comodidades proporcionadas pelos eletrodomésticos e outros bem que estão disponíveis no mercado com fortes apelos promocionais.

Ter um carro é um sonho de todos os brasileiros. As famílias assim que adquirem os bens necessários a casa, logo procuram adquirir um carro. Tudo isso é compreensível e faz parte da vida.

O que muito poucas famílias pensam é em poupar. É um pensamento que não tem lugar na mente de muitos brasileiros. Esta cultura precisaria ser ensinada nas escolas, para que as crianças crescessem com este objetivo.

Os pais, de hoje, muito preocupados em dar mesada para os filhos gastarem a vontade e como quiserem, dificilmente dedicam um tempo para explicar o significado da poupança. É preciso ensinar o que representará qualquer valor guardado e bem aplicado, para o futuro deles. É preciso mostrar que as adversidades chegam para todas as famílias. Aquelas que se previnem conseguem enfrentar as situações, mesmo que difíceis, de forma serena e sem maiores desgastes emocionais.

As famílias que desejam ter tranqüilidade familiar precisam despertar para esta realidade e conversar com seus filhos, mostrando a importância em economizar algum valor mensalmente sufocando o desejo de só gastar.

A criação de um fundo de poupança entre os membros de uma família, pode ser uma grande solução, para criar o hábito de guardar algum valor mensal.

Assim como se faz reuniões no trabalho, porque não fazer uma reunião familiar mensal, para tratar dos assuntos que interessam a todos, incluindo a poupança? Havendo a concordância, a mãe ou o pai, com autorização dos filhos, retiraria um valor da mesada, e aplicaria. Este valor seria utilizado somente em condições especiais, como por exemplo, pagamento de um curso ou algo que contribua para a formação dos jovens, ou para uma emergência.

As famílias precisam falar entre si de coisas que possam trazer transtornos para a continuidade da vida, bem como a melhor maneira para enfrentá-las se elas acontecerem. O medo que existe em falar sobre isso é muito grande. Muitos evitam. O que todos gostam é de falar sobre coisas agradáveis, que em geral envolvem gastos. Realmente isso é muito bom e também um direito de todos.

O que não pode ser esquecido é que poupar também deve fazer parte das prioridades de cada um, pois ela ajudará muito nas horas difíceis, pois a poupança é fator gerador de tranqüilidade familiar.

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