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Nov 13
Viver e Saber

A sensação de que o tempo segue em outro sentido nas emergências médicas e mesmo nos consultórios, surpreende a todos que precisam trabalhar permanecendo sentados a espera de atendimento, que em certos casos ultrapassa horas incontáveis, perdidas no silêncio do sofrimento de muitos.

As alegações são várias, mas nenhuma delas contempla o valor da hora de trabalho, de cada pessoa que perde um tempo precioso retardando tarefas e ações que ficam de lado, porque ninguém pode deixar de cuidar de sua saúde.

É assustador pensar em ficar doente no Brasil, com as deficiências que existem nos atendimentos de emergência e mesmo em muitos consultórios médicos, que por receberem remuneração vergonhosa dos planos de saúde, precisam atender muito mais do que deveriam para receber o que precisam para sua sobrevivência.

Quem sofre as conseqüências deste descaso é a população, principalmente a de baixa renda, que tem dificuldade até para chegar aos locais de atendimento. Para estes muitas vezes a marcação de consultas pode chegar a meses a frente, como se a doença ou mesmo a dor pudesse estacionar e ficar esperando a sua vez.

Pessoas acima de sessenta anos precisam ter prioridade absoluta, evitando que tenham que pagar por planos de saúde, que lhes tira grande parte do valor das baixas aposentadorias, outra fragilidade do sistema brasileiro. A fragilidade da idade somada as doenças inevitáveis, geram sofrimento desumano, que precisa ser evitado com atendimento de qualidade, que inclua atenção, gentileza e muito respeito.

Com honrosas exceções os horários marcados são cumpridos, muito em função dos encaixes que são feitos. Pelo lado humano isto é compreensível, mas deveriam ser realizados após os atendimentos agendados e não intercalados.

Este desperdício de tempo causado aos profissionais impede uma melhor produtividade nos seus diferentes empregos, causando prejuízos pessoais e transtornos nas empresas, que precisam, muitas vezes repassar tarefas a outros funcionários para não atrasar o andamento do trabalho.

A constatação de que o tempo desperdiçado nas esperas para ser atendido, quando surgem doenças, demonstra que a população vem sofrendo com a falta de qualidade nos serviços de saúde, o que já é do conhecimento de todos. As ações adotadas para resolver o problema, até agora, estão longe de tranqüilizar, gerar confiança e evitar o desperdício de tempo.

O sentido do nome de emergência deve ser perseguido para cumprir com a sua finalidade ou deve ser trocado para não gerar falsas expectativas, que acabam frustrando e aumentando o sofrimento de quem precisa resolver um problema de saúde, que acomete a todos, razão pela qual deve ser uma prioridade.

 

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