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Mai 13
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Viver e Saber

 

Os jovens, que procuram vagas no mercado de trabalho, sofrem com a falta de conhecimento, para escrever um texto, cometendo erros graves, tanto de concordância quanto na grafia e acentuação das palavras.

Normalmente, a culpa recai na falta de leitura, uma vez que os jovens, com raras exceções, não gostam de ler. Não é só este o problema. A pressa em repassar conteúdos em sala de aula e a comunicação criada entre os jovens, simplificando tudo, cortando letras e reduzindo as mensagens, impedem aprender o que devem.

Por que isso acontece?

 

Pela facilidade que os jovens tem em se comunicar com poucas palavras evitando as frases completas, conforme a língua portuguesa exige. Esta linguagem, aceita entre eles na internet, não encontra espaço no mercado de trabalho.

Com isto o choque é inevitável. Ao procurarem colocações no mercado de trabalho os jovens, na sua grande maioria, tem sido reprovados nos testes básicos, momento em que se dão conta da gravidade de não saberem escrever como o mercado exige.

Quando isto acontece com jovens que tem respaldo familiar e podem procurar cursos ou professores particulares para lhes ensinar o que deveriam ter aprendido nas escolas, o problema poderá ser resolvido, pelo menos para passarem num teste empresarial.

Quando acontece com jovens carentes de recursos e que precisam conseguir um emprego com urgência, o desespero toma conta. Por um lado existe a necessidade de auxiliar a família, com um salário a mais e por outro o impacto de perceber que esta tarefa será muito difícil, em função do despreparado, para preencher uma vaga, em função das exigências para escrever bem.

As escolas precisam se dar conta de que este problema está acontecendo em função das fragilidades, que todos já conhecem no ensino brasileiro. Há uma preocupação exagerada em repassar os conteúdos estabelecidos e com provas constantes, para avaliar os alunos e não com o aprendizado.

Como conseqüência muitos vão mal, porque não sabem mesmo, uma vez que tem dificuldades para aprender. Estes percebem que os professores tem seu ritmo ditado pelos privilegiados, que conseguem aprender com facilidade.

Sentem-se intimidados, com vergonha de pedir para os professores repetirem o que não entenderam. Saem da aula com dúvidas, que os acompanhará para sempre. As dúvidas no aprendizado da língua precisam serem sanadas desde as primeiras séries, para que o conhecimento vá se solidificando ao longo da formação escolar.

É surpreendente ver o quanto os professores do passado conseguiam melhores resultados com os alunos. Dedicavam boa parte do tempo para a leitura em sala de aula e insistiam na redação, porque sabiam o quanto isto significava para a vida.

Hoje, os recursos são infinitamente maiores, com disponibilidade de uso da Internet, que coloca o conhecimento, de tudo que existe no mundo, a disposição de professores e alunos e mesmo assim os resultados deixam a desejar.

É preciso rever urgentemente esta situação, pois os prejudicados são os alunos que só percebem o problema quando buscam uma colocação no mercado. Os professores precisam se dar conta, de que devem preparar os alunos para o mercado e para o futuro. Só assim teremos uma sociedade tranqüila, onde todos encontrem boas colocações para serem bons profissionais.