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Ago 11
Viver e Saber

Os jovens quando entram na faixa dos 12 aos 16 anos passam por momentos delicados, pois ainda tem atitudes infantis e ao mesmo tempo entendem que já devem ser ouvidos pois se sentem responsáveis.

 

Não entendem muito bem, quando pais e professores fazem cobranças e lhes tratam como crianças ou ignoram a sua atual idade, lhes dando ordens sem perguntar o que eles pensam sobre aquilo que estão exigindo. Muitas vezes nem entendem ou compreendem porque a cobrança tão violenta.

Isto gera uma angústia que muitas vezes pode se transformar em tristeza e até em depressão. Sabem que esta é uma fase de transição, mas porque não podem combinar como fazer ou seguir adiante?

Porque com os pais também foi assim. É natural que eles façam a mesma coisa para com seus filhos. É o modelo que eles conhecem. Dificilmente tem um pai ou uma mãe que para, pensa e resolve agir de forma diferente reconhecendo que vivem uma nova época.

Os jovens pela sua pouca idade e também imaturidade só conseguem ver em seus pais, seres exigentes que não se preocupam em saber o que eles querem e desejam. Falta dialogo. Quando dizem que conversam com os filhos, não estão falando de troca de informações. Estão cobrando ou dando ordens.

A educação ideal é aquela em que, tanto os jovens quanto os pais, possam conversar civilizadamente todos os dias ou sempre que haja uma oportunidade para um bom bate papo.

Entendo que os pais devem deixar claro para os filhos as normas que regem o convívio familiar e devem ouvir dos filhos suas contribuições para que isso aconteça da melhor maneira Possível. São combinações positivas que trazem tranqüilidade familiar.

Os pais devem ter nos filhos companheiros para a jornada que trilham juntos, cada lado respeitando o outro. É preciso que os pais tenham um tempo para que através do dialogo entendam o que os filhos desejam para suas vidas. O que se vê são pais projetando em seus filhos seus desejos pessoais. Isto é um erro porque os filhos devem ter a possibilidade de realizar seus sonhos através de suas escolhas. A imposição permanente não leva a felicidade.

Muitos pais pensam que dialogam com seus filhos, mas o que fazem é dizer como deve ser feito. Isto tira a possibilidade do filho pensar, de decidir e de abrir seu próprio caminho. O resultado final será um adulto dependente, sem iniciativa e com dificuldades para realizar tarefas e abrir relacionamentos.

É certo que os pais amam seus filhos, por isso devem repensar suas atitudes. O futuro que se aproxima exigirá, cada vez mais pessoas com iniciativa, com capacidade de se comunicar, pois relacionamentos serão junto com o uso da moderna tecnologia fatores de sucesso para todos. O preparo começa em casa, nos primeiros anos de vida.

Os filhos desde criança precisam aprender a tomar decisões inclusive com relação ao estudo. Os pais devem prepará-los para isso, mas não impor sua vontade, esquecendo que o mais importante a ensinar é que sejam responsáveis, mostrando através do exemplo familiar que todos os antepassados foram trabalhadores honestos e realizaram seus sonhos. Mostrem que esse é o caminho mas deixem que eles o trilhem com suas próprias pernas.

A conclusão de nossa reflexão é que o exemplo é o grande ensinamento. Pais amorosos, responsáveis, sem vícios, trabalhadores, corretos em suas atitudes e no trato com os demais, dificilmente terão problemas com seus filhos. Se respeitam a todos indistintamente, seus filhos também assim o farão. E respeito é a mola propulsora de uma vida de sucesso.

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