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Abr 13
Viver e Saber

 

Chama a atenção de qualquer pessoa de bem, o descaso com a saúde do povo brasileiro, que sente medo de ficar doente e precisar ser atendido em postos de saúde ou emergências de hospitais públicos, que estão sempre superlotados, com pessoas sofrendo e implorando para serem atendidos.

Aqueles que precisam de internação hospitalar para uma cirurgia, podem levar mais de ano para conseguirem ser internados e terem o privilégio de ver seu problema de saúde resolvido.

Os problemas se avolumam, o tempo passa e soluções definitivas não acontecem.É como se saúde não fosse prioridade, fora da época de eleição, quando políticos vem a público prometendo priorizar a saúde e a educação.

 

O povo que precisa e sonha em ter um bom atendimento, acredita nas promessas e vota apostando, que finalmente o problema será resolvido. Na prática o que é feito não elimina as dificuldades de atendimento, seja para uma consulta rápida, no momento da dor, ou uma hospitalização, que demora pela falta de leitos.

 

Em regiões distantes das capitais o problema é, ainda mais grave, pois existem locais, onde não existe um médico para atender a comunidade, seja pela má distribuição de médicos, que se concentram nos grandes centros, pela infra estrutura montada, ou mesmo pela negação, do profissional em ir para o interior.

 

É certo que um planejamento, que contemple todos os aspectos desta questão, principalmente a remuneração condizente dos médicos, aliada a condições de trabalho dignas e tecnologia de equipamentos modernos de diagnósticos e exames laboratoriais, resolveria o problema e atrairia médicos, evitando a concentração nos grandes centros urbanos.

Infelizmente, não há perspectivas de soluções ideais, que resolvam, em definitivo, os problemas da saúde pública. Com isto o sofrimento das pessoas, na hora, que mais precisam, vai continuar.

 

Para uma boa camada da população, que tem condições de pagar um plano de saúde, tanto atendimento médico, quanto internação hospitalar, sempre funcionou melhor. Porém com o aumento da população e com os baixos valores repassados aos médicos, pelos planos de saúde, muitos já se descredenciaram fazendo com que uma consulta, para ser marcada, demore dez ou quinze dias ou mais.

 

 

Ora, a doença não tem hora marcada para acontecer. Quando ela surge traz transtornos pessoais e familiares, principalmente quando envolve problemas mais sérios que necessitam de uma consulta rápida. Os próprios médicos, com agendas lotadas orientam suas secretárias, para informar aos pacientes que procurem as emergências dos hospitais. Eles estão certos e não podem fazer milagres. O sistema, como um todo está mal.

Nesta hora é preciso ter paciência, porque não importa o sofrimento. As pessoas mesmo, com dores ficam sentadas horas, em cadeiras nem sempre confortáveis, esperando a sua vez.A culpa não é dos médicos, que tem uma das formações mais longas e difíceis, durante longos anos de estudos. Quando começam a trabalhar, não recebem a consideração devida e muito menos a remuneração digna para quem tanto se preparou para salvar vidas, recebendo por uma consulta, muito menos do que muitos profissionais, que fazem trabalhos mecânicos manuais.

Por tudo isso e muito mais, não dá para entender, como os representantes, eleitos pelo povo, não exigem a solução definitiva dos problemas, tanto de saúde quanto de educação, indispensáveis para que o povo tenha qualidade de vida.

 

 

 

 

 

 

 

 

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