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Abr 13
Viver e Saber

 

A importância do domínio da língua pátria é incontestável, para uma Nação, que tem nela a expressão maior do conhecimento do povo, que se revela através de usos e costumes, mas principalmente da capacidade de se expressar.

Entre tantos problemas, que existem na educação brasileira, o ensino de línguas é altamente deficiente, começando com o Português, que aparece em todos os currículos escolares, mas que não consegue ser assimilado pelos alunos.

Neste caso, não há como desculpar, nem as escolas nem os professores, que não conseguem desenvolver uma metodologia de ensino que privilegie o conhecimento, o aprendizado dos alunos, tendo a certeza de que eles assimilam e dominam os conteúdos propostos e repassados.

 

Os jovens que chegam nas faculdades, com honrosas exceções, escrevem mal, não conseguem se expressar com clareza, apresentam vocabulário limitado e detestam ler.

Para completar, a supressão de letras nas palavras, virou moda entre a juventude, que não tem paciência de escrever a palavra completa. Também passou a ser Tb e muitas outras seguem o mesmo caminho. O pior é que o contágio faz com que muitos adultos, sigam este modelo.

Como é possível que os professores, não consigam ensinar o português, durante oito ou nove anos de ensino fundamental e mais três anos de ensino médio?

É muito tempo mal aproveitado. Não adianta, neste caso, os professores, culparem os alunos, pelo mau comportamento em sala de aula, ou pela fato de não fazerem temas ou dedicarem algumas horas para estudar em casa.

Quem tem mais idade, sabe perfeitamente, que no passado os alunos, na grande maioria, saiam da sala de aula, com um percentual de aprendizagem muito alto, pela capacidade do professor em transmitir conhecimentos e pela disciplina que conseguia impor, onde era respeitado e considerado.

O mesmo acontece com o faz de conta, no ensino de línguas estrangeiras, que é altamente deficiente. Quem desconhece a importância, principalmente do Inglês, para o mundo profissional e mesmo para o lazer na fase adulta de quem vai viajar?

Alguém já viu uma criança concluir o ensino médio e falar Inglês, sem ter feito curso particular? O fato é que são disciplinas que só completam a grade curricular.

Isto precisa mudar. Já que as escolas pedem tanto o apoio dos pais é preciso exigir que o ensino de línguas se torne eficaz, dispensando-os de terem que matricular seus filhos em escolas particulares pagando, duas vezes para que seus filhos, aprendam o mesmo conteúdo.

O modelo para tornar isso eficaz é verificar como as escolas no exterior ensinam os estrangeiros. Com seis meses de estudo, nas boas escolas de lá, qualquer aluno ou mesmo um adulto, que nunca aprendeu inglês ou outra língua. Sai falando perfeitamente.

O Espanhol, a segunda língua mais falada no mundo, avança rapidamente nas escolas da China e de vários países. Aqui no Brasil, ainda não faz parte do currículo de muitas escolas. Pela proximidade com o português é muito fácil, para nossas crianças, aprenderem esta língua.

Os adultos, no Brasil, sabem a importância de falar um outro idioma, uma vez que o mundo todo está conectado, como já preconizava Marshall McLuhan, filósofo e educador Canadense, que viveu no século XIX, quando dizia que o mundo seria uma aldeia global.

Esta na hora das escolas repensarem suas atitudes, se adaptando aos tempos modernos, preparando melhor os professores, para que tornem as aulas interativas, inovadoras.

Precisam atrair e agradar os alunos, que não agüentam mais ficar ouvindo um professor repassar conteúdos, com uma didática que não desperta nenhum interesse, além de terem a certeza de que estão ensinando para que sejam capazes de falar e escrever na língua que estão aprendendo.

É comum ver nos países desenvolvidos as pessoas falarem no mínimo dois idiomas. Quem viaja sabe, que mesmo os funcionários nas lojas, que são pessoas comuns, aprenderam dois ou três idiomas, razão pela qual conseguem bons empregos , uma vez que os turistas chegam de todos os cantos do mundo.

É preciso fazer bem feito o que precisa ser feito. Ensinar línguas estrangeiras e principalmente ter a certeza de que a língua pátria foi bem aprendida é fundamental para a formação dos jovens brasileiros, que se defrontarão com grandes eventos que acontecerão no Brasil nos próximos anos.

 

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