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Abr 13
Viver e Saber

 

Quem não lembra, o difícil período vivido pela população brasileira, quando a inflação sem controle, consumia todos os recursos financeiros das famílias?

Foi uma época, que faz parte da história, mas deve ficar no passado, servindo apenas para lembrar, principalmente o Governo, que jamais deverá permitir o retorno da inflação, que só traz sofrimento.

Quem viveu aquele tempo lembra que os preços subiam a todo momento. Ao chegar nos supermercados todos corriam para pegar os produtos que desejavam, pois sabiam, que em questão de minutos, já seriam remarcados novamente.

 

Foi um período difícil na vida dos brasileiros, que haviam depositado confiança através do voto, no candidato Fernando Collor de Mello, que frustrou a população ao renunciar a Presidência do Brasil em 30 de dezembro de 1992, após ter sido votado pelo congresso nacional o seu impeachment em 29 de setembro de 1992.

Assumiu o Governo o vice Presidente Itamar Franco em caráter definitivo em 30 de dezembro de 1992, quando o País vivia um de seus piores momentos, com recessão prolongada, inflação aguda e crônica e desemprego.

No seu governo foi elaborado um eficiente plano de combate a inflação denominado Plano Real pelo Ministro da Fazenda na época, Fernando Henrique Cardoso e sua equipe, que ao derrotar a inflação devolveu a tranqüilidade ao País.

A partir deste ponto o Brasil tem vivido um período de crescimento que deve continuar, pois o preço será muito alto se a Nação tiver que viver momentos como aqueles.

O baixo crescimento do Brasil em 2012 e a alta dos preços, que são sentidos nos supermercados em 2013, já estão deixando a população em alerta, que volta a lembrar do passado, quando os preços subiam a todo momento em função da alta inflação.

O símbolo da inflação no momento é o tomate que, em 12 meses subiu 122 %, segundo comentário de Miriam Leitão. Mas ele não está sozinho, sendo acompanhado de perto pela farinha de mandioca que subiu 150% no ano. Além de 7 em cada 10 produtos que estão subindo, dificultando o consumo pela população.

Segundo a consultoria NBAgro, o futuro prenuncia problemas de alta de preços para o feijão e o leite, alimentos básicos da população. O Feijão pelo excesso de chuvas que tem ocorrido e por uma praga australiana que contamina a plantação. O leite, em função das importações da China, que aumentaram 70%, uma vez que o País importa a metade do leite em pó produzido no mundo.

O governo sinaliza com medidas, que garante, serão eficazes para combater a inflação. É preciso que acerte, pois os incentivos `a linha branca, `a redução de impostos dos produtos da cesta básica, `a redução nas tarifas de energia elétrica, ainda não deram os resultados esperados e a redução do IPI como incentivo a produção de carros, por enquanto só complicou, ainda mais, o trânsito nas cidades.

É preciso que o Governo encontre o caminho para devolver a tranqüilidade para a população, que precisa comer, vestir, mandar os filhos para escola e tantas outras coisas, com os salários que ganham, que deixam a desejar. Com baixo crescimento e com inflação em alta, será um retrocesso.

 

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