09
Abr 13
Viver e Saber

 

A morte de Margaret Thatcher ocorrida ontem, 08 de abril de 2013, aos 87 anos de idade faz reviver o grande mito e ícone britânico, reverenciada no mundo todo e criticada por milhares de trabalhadores em seu próprio Pais.

Permaneceu no cargo por três mandatos consecutivos, mudando radicalmente a posição da Inglaterra no cenário Internacional, tendo renunciado ao cargo em novembro 1990, quando ao adotar novos impostos e se opor a qualquer integração européia fez sua popularidade cair aos índices mais baixos, provocando sua renúncia.

Ao escrever este artigo, lembro de sua eleição em 1979, época em que estive estudando na Inglaterra e pude ver, viver e sentir aquele momento de mudança e a forte liderança que aquela senhora exercia no País, que vivia uma situação delicada, com uma inflação em torno de 25%, que colocava em dúvida o poderio econômico de uma das maiores economias da Europa.

 

 

Assumiu o Governo e com mão de ferro fez mudanças radicais, que logo surtiram efeitos positivos na economia, consolidando sua posição e liderança indiscutível. Sua resistência pessoal e sua obstinação pelo trabalho eram surpreendentes. Dormia, apenas quatro horas por dia o que chamou a minha atenção numa entrevista em que disse que não precisava de mais tempo para descansar.

A pressão dos sindicatos era enorme e as exigências por melhorias salariais e demais benefícios pressionavam o governo e interferiam no dia a dia de milhares de turistas, que ao chegarem nos restaurantes eram convidados a não entrar, para não deixar o dinheiro para os exploradores dos trabalhadores.

Ao assumir como primeira Ministra, sendo a primeira mulher a ocupar este cargo adotou medidas drásticas, conseguindo derrubar a inflação, privatizar empresas estatais deficitárias, diminuir o gasto governamental, introduzindo uma política neo liberal, que agradou os empresários mas criou uma forte resistência na classe trabalhadora, que não a fez recuar, esmagando violentamente os movimentos de resistência a suas medidas.

Teve papel importante no fim da guerra fria, que se opunha aos blocos capitalista e socialista ao se unir ao presidente dos Estados Unidos Ronald Regan e ao líder soviético Mikhail Gorbachov. A imprensa soviética tentando criticá-la a apelidou de “Dama de Ferro”, porém ela gostou e adotou o apelido.

Sua força, resistência e determinação são exemplos para homens e mulheres do mundo todo, mesmo que muitos a critiquem por posições extremadas. O certo é que mudou os destinos da Inglaterra e seu exemplo foi e continua sendo seguido por muitos países.

A história lembrará dela como a mulher mais importante deste século, que não vacilou em nenhum momento, acreditando nos seus ideais e fazendo aquilo que acreditou que seria o melhor para o seu Pais e para o mundo, uma vez que sua influência atravessou fronteiras e a consagrou como uma mulher de grande talento e notável pela obra que realizou.

 

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