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Fev 13
Viver e Saber

 

A solidão é um estado de espírito, que encontra na tristeza, o seu combustível para atormentar, para criar uma sensação de abandono e de isolamento do mundo, como se a exclusão do convívio social tivesse sido decretado por uma lei que precisa ser cumprida.

Ela se manifesta em diferentes situações que passaremos a examinar, tentando encontrar razões para justificá-la e principalmente para que seja aceita e não se transforme em doença, que impeça a pessoa de viver.

A solidão pode ser dividida em dois grandes grupos:

 

1 – A solidão por opção pessoal.

Neste caso ela é perfeitamente aceitável e não causa nenhum problema, porque foi uma decisão pessoal ou mesmo uma opção de vida. Existem muitas pessoas que decidem viver sozinhas por muitos motivos, como:

· Não querer dividir seu espaço com outro.

· Por que encontram na solidão motivos para serem mais produtivas.

· Por que estar só não significa sofrimento.

· Por que ocupam seu tempo com atividades que são prazerosas.

· Simplesmente por opção pessoal.

2 – A solidão imposta pelas contingências da vida.

Neste caso ela é forçada e em geral causa problemas de maior ou menor gravidade, exigindo a intervenção de médicos psiquiatras ou psicólogos, dependendo de cada situação, conforme segue:

· Pessoas que ficaram sozinhas no mundo.

· Casais que se desfazem por morte.

· Por separação, quando um abandona e o outro não quer.

· Por doenças, quando a pessoa se sente solitária vivendo com a família.

· Por patologias que só os profissionais da saúde podem explicar.

A solidão imposta causa sofrimento e nunca é positiva. A pessoa se isola e não compartilha da vida com os demais. Encontra nas lamentações a sua razão de viver. É incapaz de reagir, porque não percebe o quanto este sofrimento está lhe causando mal e o quanto interfere na relação com os demais.

Em geral condenam o estilo de vida atual, se negando a entender a evolução do mundo, sempre fazendo comparações com outras épocas. Estão deslocadas e não encontram motivos para se integrarem no meio em que vivem. Em suma estão doentes e precisam ser tratadas por especialistas.

Muitos desenvolvem fobias, principalmente medos exacerbados, que escravizam e impedem uma vida dentro dos padrões de normalidade. Causam grandes preocupações a familiares e passam a ser vítimas, sempre implorando a compreensão dos demais.

Muitas outras razões podem levar uma pessoa a sentir solidão ou mesmo evoluir para doenças como: O fator genético, a perda de um emprego que a pessoa gostava muito, o insucesso nos estudos ou na profissão, uma desilusão amorosa, uma traição de um grande amigo, enfim tudo aquilo que a sensibilidade de cada um registre como algo, infinitamente infeliz.

Quando a solidão atinge estágios avançados de depressão a vida já não tem mais sentido e muitos recorrem ao suicídio, causando um grande sofrimento aos familiares.

Este artigo tem um único objetivo, que é alertar os familiares, para sinais que uma pessoa possa estar demonstrando de padrões fora da normalidade. Não ignore ou minimize situações em que a pessoa mude de comportamento repentinamente ou que passe a ser diferente do habitual.

Procurem imediatamente um médico psiquiatra ou mesmo um psicólogo, que tem condições de diagnosticar qualquer patologia que possa inviabilizar uma vida que seria promissora.

A solidão mesmo por opção pode ser um alerta de que algo não está bem. Os seres vivos, em geral, buscam estar sempre acompanhados, pois se sentem mais seguros e demonstram afetividade de uns para com os outros.

Viver em grupos é uma característica saudável, razão pela qual tantas pessoas encontram nas boas amizades motivos de grandes alegrias.

 

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