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Fev 13
Viver e Saber

 

A boa organização familiar pressupõe pessoas que nascem e vivem sob um mesmo teto, onde cada um tem obrigações, deveres a cumprir e direitos a poder usufruir de uma vida saudável e tranqüila, onde o afeto predomine.

O papel dos pais é altamente significativo nos primeiros anos de vida de um filho, que precisa de cuidados, de acompanhamento, de orientação e principalmente de muito amor para poder ter uma saúde física e mental de qualidade.

 

Muitas famílias enfrentam situações difíceis, uma vez que filhos apresentam problemas de saúde, que exigem uma atenção redobrada dos pais, que passam a despender muito tempo com cuidados especiais, consultas médicas, tratamentos especializados, escolas especiais e em muitos casos dedicação exclusiva, numa demonstração de amor incondicional.

Se estabelece uma dependência, perfeitamente aceita em função dos limites que o problema impôs. Em muitos casos um membro da família não pode ter independência de movimentos ou de ação em função de suas limitações.

Porém existe outros tipos de dependência, que surgem no decorrer do tempo, que limitam as pessoas e as tornam acomodadas, diante de situações simples, mas que para elas são complicadas e impossíveis de serem resolvidas, sem a ajuda de alguém.

Na maioria das vezes as mães assumem este papel e passam a tomar decisões pelos filhos. Se estabelece uma dependência entre eles que não é saudável e que pode trazer conseqüências sérias, quando se tornarem adultos, medrosos, incapazes de tomar decisões, transferindo a dependência, que tinham da mãe, para seus cônjuges.

É comum ver casais, onde um dos membros depende muito do outro. Avança pela vida, preso em seus próprios limites, sem procurar ajuda ou mesmo tomar a atitude de mudar, de buscar o seu caminho e trilhá-lo com suas próprias pernas.

Se tornam pouco exigentes porque conhecem suas fragilidades e sentem muito medo de perderem o apoio que tem da pessoa que eles mesmos escolheram para depender. São pessoas que se entregam totalmente, sem vontade própria, incapazes de comprar as próprias roupas para vestir, porque tem medo de tomar decisões.

Muitas relações ficam comprometidas, porque alguns não aceitam esta situação, rompendo o ele de dependência, que acaba causando grande sofrimento ao dependente que se vê abandonado e sem rumo para continuar.

Outros estimulam a dependência, pois aceitam o papel que lhes é dado. São pessoas independentes, com vontade própria e capazes de resolver problemas, sem medos, pois foram acostumados a tomarem suas próprias decisões e também porque gostam de comandar.

Uma família para ser saudável precisa desenvolver, entre seus membros, a capacidade de se tornarem independentes, uns dos outros, mesmo vivendo sobre o mesmo teto.

O que torna uma família feliz é o amor, o respeito e principalmente a capacidade de deixar que cada um seja importante e tome suas próprias decisões. Este processo começa na infância, quando os pais dão oportunidade aos filhos de se manifestarem sobre os assuntos que dizem respeito a família.

Enganam-se os pais que acham que devem interferir na vida dos filhos, mesmo depois de casados. Algumas mães não aceitam ficar longe principalmente das filhas mulheres.

Estimulam que venham para sua casa por qualquer motivo, esquecendo, que o casamento fez com que ela assumisse uma nova responsabilidade, principalmente com o seu companheiro. A dependência continua mesmo após o casamento e isto tem sido motivo de rompimento da relação entre os casais.

É preciso que os pais entendam que o sucesso da criação que deram a seus filhos, está no fato deles poderem viver com as próprias pernas, independentes, felizes e com sucesso na vida.

 

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