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Fev 13
Viver e Saber

 

O mundo foi surpreendido, ontem dia 11.02.2013, ao receber a notícia da renúncia do Papa. Na carta lida diante do Conselho de Cardeais, ele alega não ter mais forças físicas, em função da idade, para continuar a exercer suas funções.

As razões, apesar de serem convincentes e até mesmo enaltecidas, talvez não digam toda a verdade sobre esta tomada de decisão. Muitas especulações já começam a ser levantadas, dando margem a comentários diversos que se estenderão até o dia 28 de fevereiro, data anunciada para o afastamento do Papa.

 

 

Independente de outras razões, caso elas existam, o fato que chama a atenção é a coragem do Papa em assumir a sua fragilidade física, como impeditivo para continuar do cargo.

Por outro lado é um direito que ele tem, de se retirar para uma vida mais tranqüila, mesmo que possa a distância opinar sobre os destinos da Igreja, o que será difícil, porque todos sabem que a cúpula da Igreja e o novo Papa, deverão querer impor uma nova maneira de conduzir e recuperar os fiéis, que se afastaram.

Haverá grandes mudanças sim e uma nova era deverá ser estabelecida, com mais transparência, com menos rigidez e principalmente com mais tolerância em assuntos, que hoje dizem respeito a vida e a saúde das pessoas.

Realmente o ano de 2013, conforme foi anunciado será um ano de grandes transformações. Este fato mostra que nada mais é definitivo como sempre foi, mesmo na Igreja católica.

No mundo moderno, nada mais é definitivo. Tudo é transitório como a vida e tudo muda com uma rapidez espantosa, refletindo uma tendência, que precisa ser seguida por todos aqueles que se perpetuam no poder, seja público ou privado.

Neste aspecto o Papa deixa uma lição importante para todos aqueles que não sabem ou fazem que não vêem o momento de parar, de se retirar, dando lugar a outros, que possam contribuir com novas idéias e atitudes, que possam trazer melhores resultados.

Quantos diretores de empresas ou mesmo políticos estão no cargo, há tanto tempo, que já não merecem mais, nem a consideração ou o respeito dos demais, que vêem que eles estão apenas ocupando o lugar para garantir seus empregos, com pouca ou nenhuma contribuição a função que exercem.

Se a renúncia do Papa é devido ao problema da fragilidade física dele, é um direito que tem de se retirar e desfrutar de seus últimos anos de vida conforme deseja. Se outros interesses o tempo dirá.

De qualquer forma o ano começa com uma grande transformação, conforme foi anunciado. Muitas outras surpresas estão por vir, pois a sociedade está sem rumo, agitada, envolvida em corrupções e criminalidade de toda a ordem, que a cada dia chocam as pessoas de bem.

 

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