04
Fev 13
Viver e Saber

 

A onda de otimismo que tomou conta do Brasil no último ano, fez com que fosse divulgado, insistentemente pelos meios de comunicação, que oportunidades estavam disponíveis não só para brasileiros, mas também para estrangeiros, que em função da crise na Europa, buscavam colocação no Pais.

Como sempre foi uma bolha que não teve sustentação. O baixo crescimento do PIB e a ameaça da elevação da inflação em 2012, fez com que o ano iniciasse com ameaças de redução de quadros, gerando preocupações para muitos profissionais.

 

Como a recuperação da economia nos Estados Unidos continua, mas de forma lenta, com um crescimento de 2% no ano, tendo o último quadrimestre redução em comparação com o anterior, empresas americanas no Brasil, também sinalizam ou realizam demissões.

Isto é péssimo para os profissionais, que de uma hora para outra, perdem seus empregos, sem haver preocupação se eles tem como pagar seus compromissos ou não.

Não há tolerância nem complacência quando se trata de garantir o lucro. Aquele profissional que batalhou para ter uma ótima formação acadêmica, que demonstrou empenho e dedicação para com a empresa, visando ter uma situação estável, é eliminado sem a menor consideração.

A sensação é de perda total porque tudo que foi construído desmorona, de uma hora para outra, gerando insegurança e constrangimento pessoal, como se o profissional fosse um incompetente.

A bem da verdade a incompetência é de quem governa, que não consegue manter uma estabilidade que favoreça e estimule o mercado de trabalho. As empresas por sua vez querem manter seus lucros e não estão dispostas a pagar a conta. Em conseqüência os profissionais são penalizados com demissões.

Isto precisa acabar. Ou o País resolve seus problemas para manter o nível de empregos, principalmente para executivos, porque as demais categorias de menor salário encontram com mais facilidade novas oportunidades ou garante indenizações pelo tempo que for necessário, até o profissional ser recolocado no mercado de trabalho.

Com isto as empresas não demitirão com tanta facilidade e os profissionais demitidos honrarão seus compromissos, sem perder aquilo que foi conquistado, ou mesmo comprometer sua harmonia familiar, em função do trauma que uma demissão causa na família.

Os representantes do povo precisam saber que demissões freqüentes como acontecem, principalmente com executivos, causam doenças, desfazem relações e desmancham casamentos.

Aqueles que adquiriram bens como casas ou apartamentos, ou pagam escolas para seus filhos ou outros compromissos, passam por momentos de grande perturbação e incertezas quanto ao futuro. Isto não é digno de um País que deseja ser desenvolvido.

É preciso sempre pensar nas pessoas e nas conseqüências que as demissões causam. O lucro é importante para garantir o desenvolvimento das empresas, mas não pode se sobrepor a qualidade de vida conquistada com estudo, trabalho e dedicação pessoal.

 

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