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Jan 13
Viver e Saber

 

Notícia divulgada pela AFP e atribuída ao Ministro das Finanças do Japão Taro Aso, durante reunião do Conselho Nacional de reformas da seguridade social declarou que deve-se permitir ao idoso “apressar-se e morrer” em vez de custar dinheiro do governo para cuidados médicos para o “fim da vida”.

Concluiu dizendo “ Deus nos livre se você é forçado a viver quando você quer morrer. Você não pode dormir bem quando você pensa que está tudo pago pelo governo”

 

A notícia repercutiu intensamente no País, que tem um em cada quatro pessoas com mais de 60 anos, obrigando o ministro a dizer que fez a declaração pensando nele, que já autorizou por escrito a família, para não prolongar a sua vida, através de aparelhos.

Mesmo sendo uma notícia que nos agride e espanta, muitos japoneses declararam que são favoráveis a poder decidir sobre o seu fim quando a vida se tornar totalmente artificial. Se a decisão for pessoal e sem pressão é preciso ser respeitada. Se for por decisão para economizar gastos, nem pensar.

Escrever sobre este assunto visa alertar a população para mais uma agressão ao idoso, já tão desrespeitado em muitos países. Deve haver indignação de todas as pessoas de bem, para evitar que surja um novo extermínio, desta vez de pessoas de idade.

Tudo começa com uma mente doentia, que em vez de procurar soluções que permitam ao idoso ter um final de vida tranqüila, buscam soluções radicais que revelam uma banalização da vida, como já acontece hoje com a criminalidade, que toma conta, porque ficou comum matar, roubar etc.

É preciso valorizar, agradecer, cuidar e amar os idosos, porque eles deram sua contribuição e também a vida para gerar, cuidar e custear as despesas para a formação de seus filhos, razão pela qual não devem ser excluídos por decisão de quem quer que seja.

A humanidade já viveu momentos extremos por decisões enlouquecidas de pessoas megalomaníacas, que dispunham da vida de seres humanos extravasando sua loucura. É preciso rejeitar qualquer idéia que signifique apressar ou decidir sobre o momento de morrer, por terceiros.

Os grandes valores que sempre nortearam a vida devem ser recuperados. Não se pode trocar a vida para economizar. É um absurdo pensar que ao ficar doentes, as pessoas poderão ser contempladas com a decisão de morrer para não gastar o dinheiro do Governo.

As pesquisas descobrem, a cada dia, maneiras de prolongar a vida, com saúde e qualidade de vida. Isto precisa ser apoiado e incentivado. Surpreende que um homem que ocupa cargo tão importante, num dos países mais desenvolvidos do mundo, pense desta forma.

É preciso honrar os nossos idosos, cuidando deles com amor, respeitando seus limites, pensando que eles foram tão fortes e saudáveis, que construíram um mundo que possibilita uma vida confortável para as gerações de hoje.

É proibido tratar idosos com desprezo ou desconsideração. É permitido apoiá-los sem limites, tornando o final de vidas deles, o mais suave possível.

 

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