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Dez 12
Viver e Saber

 

É surpreendente ver o quanto a ganância impera nas datas importantes, quando o povo busca adquirir produtos para ter um prazer, em adquirir algo que deseja, ou proporcionar alegria a seus familiares ou amigos.

É compreensível que os comerciantes aproveitem as datas para melhorar seus ganhos, mas não é admissível aumentar de forma exagerada certos produtos, que fazem parte das comemorações de fim de ano, numa demonstração clara de exploração, que deveria ser reprimida.

 

O que mais chama a atenção é o preço dos hotéis, das passagens aéreas, dos alugueis por temporada e de todos os serviços que compõe o que se denomina área de lazer.

Nos tradicionais centros turísticos do Pais, como Rio de janeiro, praias do Nordeste e de Santa Catarina, os preços para a semana entre Natal e Ano Novo, são proibitivos, para pessoas que não desfrutam de alto poder aquisitivo, como se apenas os privilegiados pudessem desfrutar das belezas que são naturais e pertencem a todos.

Alguns poderão alegar que existem pousadas, com melhores preços. Isto é verdade, porém elas são poucas para atender a grande demanda nesta época de festas e de férias.

Também na área de brinquedos, onde os pais não deixam de presentear seus filhos, os preços de produtos são de deixar de boca aberta, qualquer pessoa de bom senso.

O peru de natal, a cada ano se torna uma exclusividade, para quem pode pagar um alto preço, por esse alimento, não tradicional nesta data. Os demais mortais ficam sujeitos a buscar outras opções, mesmo ficando com água na boca para saborear o famoso peru assado.

Há uma exploração generalizada, demonstrando um aproveitamento em cima de datas tão significativas, para todos os seres humanos. O desejo de ganhar mais, quando todos estão mais sensíveis e desejosos de comemorar o Natal e Ano Novo, faz com que o comércio, de uma maneira geral, busque o lucro a qualquer preço.

Numa democracia, qualquer tipo de intervenção é prejudicial, mas parece necessário haver um controle de preços, em certos tipos de negócios, principalmente no turismo, onde se registra verdadeiros absurdos, em termos de preços, para o consumidor que é trabalhador, mas que tem o direito de sonhar com uma viagem para descansar e recuperar suas energias para o Ano Novo.

Com preços tão elevados é possível sentir as desigualdades sociais, que teimam em reinar no Brasil. Para os privilegiados da sorte tudo é possível. Para os demais resta sonhar e ficar esperando melhoras para o futuro. Até quando isso irá perdurar, só o tempo dirá.

 

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