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Nov 12
Viver e Saber

Desde o início dos tempos que os seres humanos se agrupam em famílias, visando se proteger, cuidar uns dos outros estabelecendo laços de afeto que tornem a vida feliz.

As famílias continuam sendo a base da sociedade e nela se encontra, não só entendimento e felicidade, mas dificuldades causadas por falta de diálogo, intransigências, desejo de poder, de uns sobre os outros, e principalmente, em muitos casos diferenças de temperamento que impedem um bom convívio. Dificilmente se encontra uma família plena de entendimento e harmonia. Seja pelas diferenças que surgem com o passar dos anos entre os casais ou mesmo a tentativa de independência dos filhos, que em muitos casos é traumática.

A rebeldia dos jovens, que na maioria dos casos se deve ao desejo de tomar suas próprias decisões, causa espanto e perturbações familiares, pois pais possessivos, não aceitam com facilidade perder o comando que tem sobre seus filhos.

A falta de sensibilidade para perceber quando é chegada a hora de começar a ouvir e dar maior liberdade aos filhos, faz com que pais, esqueçam o diálogo e assumam uma posição ditatorial, suprimindo a liberdade dos filhos, que reagem e com isso o desentendimento toma conta.

Pais conservadores, que não aceitam a evolução dos tempos e a mudança nos hábitos de vida e de consumo, tornam a convivência difícil, fazendo com que os jovens procurem fora o que não encontram dentro de casa.

Existem, ainda as mães modernas, que competem com as filhas, pois se preocupam mais com a forma física e a moda, do que entender os filhos e aconselhá-los nesta fase difícil que é a adolescência. Os filhos precisam de pais presentes, que entendam seus limites e os acompanhem até encontrarem o seu ponto de equilíbrio, na fase de passagem para a vida adulta.

Outros ao contrário, fazem tudo para os filhos e os tornam dependentes. Não sabem tomar suas próprias decisões, mesmo quando já saíram de casa. Diante do menor problema chamam os pais e estes, por incrível que pareça, ficam muito felizes, porque continuam comandando a vida deles.

Existem, ainda, aqueles que exigem que os filhos, com idade entre 14 e a6 anos ainda os acompanhem, mesmo quando vão sair a noite e confraternizar com amigos adultos. Não perguntam se eles querem ir, determinam que assim seja.

O resultado é que os jovens passam horas com o pensamento distante, mesmo estando fisicamente presentes, pois o assunto entre os adultos não lhes interessa.

Sob o pretexto de que não podem largá-los a vontade, tornam-se senhores absolutos das vontades e desejos dos filhos, impendido-os de estarem com amigos e serem donos de seu próprio destino. Esquecem que logo isso não será mais possível.

Uma boa educação nunca pode ser opressora, pois ela marca o indivíduo para a vida toda. Educar é passar valores, torná-los independentes para o mundo e a vida, responsáveis por suas decisões e principalmente conscientes de seus direitos e deveres.

Pais e filhos precisam buscar o entendimento sempre, dialogando e evoluindo em direção a grandes objetivos de vida, que devem ser compartilhados, para que uns possam apoiar os outros, mas sempre num clima de liberdade de expressão, de afeto e de compreensão.

Com amor e diálogo permanente, num ambiente sem agressões, todo entendimento é possível. Ninguém gosta de autoritarismo, mesmo as crianças, pois com as facilidades de informações que existem, desde muito cedo todos já sabem o que gostam e o que não gostam.

Quando pais e filhos não se entendem é preciso buscar ajuda de profissionais especializados, pois não é possível aceitar, que pais e filhos tenham diferenças acentuadas, impossíveis de serem eliminadas, para atingirem um estágio gratificante de paz e harmonia familiar.

Que os pais aprendam a dialogar sempre, pois assim estarão mostrando caminhos que os ajudarão a fazer bons relacionamentos, na fase adulta e profissional, indispensáveis para atingir o sucesso na profissão escolhida.

Comentarios (1)

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pai e filho nao se entendem
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Meu marido e meu filho de 15 anos não se entendem,meu marido acha que tudo tem que ser na base da educação que ele teve e meu filho acha que já pode ser dono de seu próprio nariz,e eu fico no meio,tentando apaziguar.me ajudem,o que faço,dialogo não e aceitável.
priscila , março 06, 2017

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