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Ago 11
Viver e Saber

No trabalho que realizamos com os jovens, através de palestras, onde a interatividade é marca reconhecida, dialogamos sobre as inquietações e objetivos de vida.

 

No momento o trabalho se concentra nos jovens da classe media, que tem oportunidade de estudar em bons colégios e por isso tem suas necessidades básicas e de formação atendidas.

Este texto está focado naquilo que este grupo de jovens pensa e diz. Oportunamente daremos sequência a este trabalho nas demais classes sociais. O que tem surpreendido é o fato de ver e ouvir parte destes jovens falando de seus objetivos que são muito interessantes e já focados no que desejam para suas vidas.

Outra parte demonstra insegurança com relação ao que desejam e não tem claro o que pretendem para o futuro. Todos os jovens se situam na faixa entre quatorze e dezesseis anos, época em que precisam decidir que carreira seguir, uma vez que estão muito próximos de ingressar numa faculdade.

Através das perguntas que são feitas identificamos alguns pontos que precisam ser trabalhados, sejam por eles mesmos, pelos pais ou professores conforme segue:

1 – Alegam falta de diálogo ou um diálogo impositivo.

Muitos pais apenas dizem o que é para fazer de forma impositiva, sem se preocupar em ouvir ou trocar idéias com os filhos. Outros se omitem totalmente.

Mesmo com a pouca idade é possível perceber que parte deles tem maturidade, conhecem os perigos externos e tem noção clara a respeito da violência e das drogas. Eles gostariam que os pais entendessem que não precisam se preocupar porque eles tem noção de que precisam tomar cuidados e não se exporem aos perigos.

2 – Professores impositivos. Só eles tem razão

Esta é uma reclamação de todos. Alegam que os professores não se preocupam em perguntar. Só determinam isso ou aquilo. Se sentem como se não tivessem condições de pensar. É como se fossem marionetes fazendo tudo o que o professor quer. Não há dialogo. O que pedem é que suas idéias sejam consideradas.

Eles tem razão, porque educação pressupõe fazer pensar.

3 – Insegurança com relação a escolha da profissão.

É outro ponto que precisa ser trabalhado pela escola. É preciso encontrar um espaço para ouvir e trocar idéias, acompanhados por profissional apto a fazer este trabalho. Divulgar o que cada profissão faz e fazê-los exteriorizar o que gostam e o que lhes daria prazer em trabalhar. É claro que existem os testes vocacionais, mas esta também deveria ser atividade escolar desde o primeiro ano do segundo grau.

Estes três pontos foram os que mais apareceram e que merecem ser considerados. É impossível continuar tratando os jovens como quando eles eram crianças. Eles cresceram e tem suas próprias opiniões. Querem demonstrar que sabem e que desejam também respeito as suas idéias e objetivos de vida.

É preciso que os pais entendam que já fizeram a sua parte, dando boa educação e ensinando como viver. Se fizeram bem esta tarefa, não precisam continuar se preocupando. É preciso dar autonomia, com a devida orientação, para não fazer deste jovem um dependente, o que o tornaria incapaz para uma carreira promissora.

Os professores precisam se reciclar. As informações estão disponíveis para os jovens através da Internet. Eles tem facilidade e conhecem muito mais do que os jovens do passado. Os jovens de hoje tem as mesmas informações que os adultos, via Internet e televisão e outros meios. Por isso é preciso levar em conta este aspecto e também aprender a ouví-los. Educar é transformar, enaltecendo as potencialidades de cada um.

Em meados de Setembro próximo iniciaremos os cursos de reciclagem para pais e professores. As inscrições poderão ser feitas em formulário próprio neste site a partir do dia 20.08.2011. Todos estes aspectos e muito mais serão trabalhados.

É mais um esforço para aproximar e diminuir as distâncias entre alunos, pais e professores.

Adelino Cruz

 

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