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Out 12
Viver e Saber

por Dorotéo Fagundes de Abreu

AOS PROFESSORES

O Dia do Professor a meu juízo, é o dia do profissional mais importante á vida humana, gente magnífica que se entregaram a missão mais linda, mais sublime, mais gratificante e ao mesmo tempo mais sofrida e ingrata de todas as profissões neste país.

Ser professor é lindo porque contata direto com o mundo através dos livros e dos alunos, é sublime porque exige o mais nobre do coração, o amor na lida com as pessoas, e gratificante porque tem que saber para poder ensinar e ver seus aprendizes vencer.

Disse que apesar de tudo isso, ser professor é também historicamente uma profissão sofrida e ingrata. Sofrida – porque em todos os níveis, sente os maus instintos e as fraquezas do ser humano sem poder resolver, pois lhe cabe ás rédeas do currículo e do regulamento da instituição, de onde não pode sair, assistindo impotente, alunos tristes, doentes, ansiados, bloqueados, raivosos em aula. Ingrata profissão – porque também o professor tem suas limitações como todo ser humano na vida e tem que supera-las, para muitas vezes chorando por dentro, dar uma boa aula, sem o estimulo dos dirigentes e do salário que nunca compensou.

Ontem terminou mais um capítulo das eleições municipais em praticamente todos os municípios do Brasil, e como em todas as eleições, a educação é o tema mais batido, mais prometido, mais alardeado de realizações. Tem sido assim há séculos, entra e sai mandante e as coisas não evoluem, principalmente no ensino de base, o fundamental, no período onde tudo devia ter atenção mais do que especial, ser reforçado, a começar pela dignidade material das escolas, do salário dos professores e espiritual do sistema.

No tempo dos Reis, ninguém do povo podia olhar diretamente para o monarca, dizem que era por uma questão de respeito, eu digo claro que não, ver passar, falar com alguém com a cabeça para baixo, com os olhos pregados no chão, era e é uma questão doutrinária de submissão. Será que a falta de estímulo aos professores não tem a mesma razão? Mas no meio de toda essa prepotência do poder, desenvolveu-se no mundo um país que tem uma sábia cultura, ensinou o valor da simplicidade a todos que devem trabalhar pela nação, porque estarão trabalhando para si.

E hoje nesse país o imperador quando passa, todos curvam-se respeitosamente sem perde-lo de vista, menos o cidadão de uma classe não se curva para o imperador, o imperador é que se curva para ele, o professor. A classe dos professores é a mais valorizada no Japão, dai vocês podem concluir porque apesar de todas as amarguras sofridas por esse país nas guerras e pela natureza, é a sociedade moderna linearmente mais evoluída do planeta, porque mantém princípios e o melhor deles, sustentam o valor incondicional ao professor, aos mestres.

Para pensar: País que não educa, mantém o seu povo escravo!

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