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Set 12
Viver e Saber

Nunca como nos dias atuais as diferenças entre gerações foram tão significativas, a ponto de causar desconforto, na família, na própria escola e nas relações, entre os próprios jovens de idades diferentes.

Cada grupo tem a sua própria comunicação, seu modo de vestir e se apresentar, ignorando os padrões estabelecidos. Criaram uma nova grafia, onde letras de palavras são suprimidas, fazendo com que somente os iguais possam se entender.

Essa geração revolucionária já está se formando nas diversas faculdades existentes. São perfeitamente identificáveis através de seus sinais gráficos, de suas atitudes, de seu comportamento, que revelam a que grupo pertencem.

 

Os pais, em casa, ficam fazendo inúmeras recomendações para que sigam seus exemplos. Eles são totalmente ignorados, pois os filhos, para serem aceitos, precisam estar de acordo com os padrões de seu grupo

Suas roupas, o modo diferente de pentear o cabelo, seus equipamentos eletrônicos, os lugares que freqüentam, enfim tudo mudou. Alguns pais entenderam e aceitam a mudança, até por que se deram conta de que não adiantaria tentar impedir ou proibir.

Entretanto, existe a turma que não aceita e não concorda com toda esta mudança. Continuam querendo fazer com que os filhos façam o que eles querem ou o que seus pais lhe ensinaram. A conseqüência disso é que o atrito se estabelece e as boas relações ficam comprometidas.

Os professores não fogem disso também. Muitos entenderam a mudança e se adaptam a ela. Outros levam para a escola o modelo adquirido e exigem que os alunos façam o que eles determinam. É uma ilusão e uma falta de entendimento da evolução dos tempos.

Isto não quer dizer que deva ser aceito totalmente a maneira como eles querem que tudo seja feito, mas é preciso ter sensibilidade para conduzir os processos e as relações com muita habilidade, mostrando o que é correto e necessário, ao mesmo tempo em introduzem mudanças para acompanhar o novo processo em andamento.

Há coisas que podem ser aceitas e assimiladas e outras que precisam seguir os padrões estabelecidos. A leitura, por exemplo, é um caminho que não pode ser abandonado, mas pode ser flexível a ponto de aceitar a leitura de pequenos artigos até atingir um gosto e uma maturidade que leve a ler grandes livros.

Não dá para esquecer que toda a juventude já nasceu com a internet a pleno vapor, onde a informação é direta e objetiva. Mas também existe artigos excelentes, sobre diversos assuntos que enriquecem o conhecimento de quem se dedica a ler diariamente.É um novo processo que precisa ser trabalhado, com muita habilidade para levar os jovens a fazer o que desejam e ao mesmo tempo chegar a ler as obras mais importantes que fazem parte do pensamento de todos que pertencem a outras gerações.

Escolas e muitos professores recomendam livros com trezentas, quatrocentas ou até mesmo quinhentas páginas de leitura para um jovem adolescente, do ensino fundamental. O efeito é negativo, porque odeiam ler um livro com tantas páginas e por conseqüência passam a detestar a leitura.

É pura falta de habilidade, dos professores, na condução deste processo. Comecem com bons títulos e poucas páginas que despertem o gosto pela leitura. Com o tempo muitos continuarão a ler, buscando eles próprios o que lhes o interesse.

Promovam a interatividade em aula fazendo com que eles sugiram os livros que desejam ler. Porque todos precisam ler os mesmos títulos? A resposta é: Por que sempre foi assim. Este é o erro de quem não quer aceitar as transformações.

Não esqueçam: Os jovens já criaram o seu mundo, diferente de tudo que existiu, favorecidos pela comunicação instantânea que a tecnologia proporciona. É preciso ter um olhar diferente para o que eles desejam e não forçá-los a seguir aquilo que eles transformaram.

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