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Ago 12
Viver e Saber

O Brasil conseguiu reduzir a pobreza nos últimos anos, mas mesmo assim a desigualdade preocupa, pois as diferenças são muito acentuadas. Existem aqueles que ganham muito e milhões que ainda estão a margem sentindo necessidade de tudo para sobreviver com dignidade.

A realidade é similar em toda a América Latina, onde de cada 100 habitantes 80 vivem nas grandes cidades, exigindo infra estrutura que garanta condições de vida com dignidade para a população.

 

No Brasil de cada quatro habitantes que vivem nas cidades um mora em favelas. É uma realidade que exige esforço e dedicação de governos para garantir saneamento básico, infra estrutura de transportes, escolas, hospitais e postos de saúde e emprego, que atendam as necessidades da população.

O relatório divulgado pelo programa das Nações Unidas para os assentamentos humanos mostra os grandes desafios que exigem planejamento e criatividade para encontrar soluções que resolvam os problemas básicos da sociedade proporcionando a inclusão de todos indivíduos para que tenham qualidade de vida.

A pesquisa mostra que o Brasil conseguiu reduzir a pobreza nas últimas décadas, apesar da desigualdade de renda ainda ser uma das maiores entre os países da America Latina. Também apresenta crescimento econômico, o que garante mais oportunidades.

Os programas sociais desenvolvidos pelo governo beneficiam milhões de famílias e isto fez com que as desigualdades diminuíssem, porém a verdadeira desigualdade precisa ser eliminada através da geração de empregos decentes para todos e não por assistencialismos, que comprometem os valores individuais dos cidadãos, impedindo que se desenvolvam com seus próprios recursos.

A concentração urbana nas grandes cidades já está esgotada. 15% da população das grandes cidades vivem sem esgoto tratado. Agora as médias cidades passam a receber mais e mais moradores, formando novas metrópoles, que não tem capacidade para gerar os benefícios que a população precisa para viver bem.

Dados indicam que daqui a 10 anos 90% da população brasileira será urbana. Isto leva a pensar porque a busca pelas grandes cidades, quando o interior e o campo estão disponíveis para uma vida tranqüila, com possibilidade de trabalho no campo produzindo alimentos para o mundo, como todos esperam do Brasil?

Talvez a melhor resposta seja as dificuldades que o homem do campo encontra para produzir, bem como a ausência de assistência médica, de escolas, de transportes e de tudo que representante progresso.

Os indicadores servem para mostrar caminhos. Ainda é tempo de estancar estes problemas e proporcionar o retorno do homem as suas origens, vivendo em comunidades onde os recursos estejam disponíveis para todos.

Um modelo que pode ser seguido, segundo o representante da ONU, está começando a ser implantado em algumas cidades da Europa, onde de qualquer lugar que você esteja não levaria mais de 15 minutos para chegar ao trabalho e a tudo que necessitar. É descentralizar para evitar grande aglomerações, visando proporcionar qualidade de vida para os indivíduos.

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