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Ago 12
Viver e Saber

O índice de desenvolvimento da educação básica divulgado recentemente mostra a fragilidade do ensino brasileiro, comparado com os países desenvolvidos. O crescimento apresentado, desde que o índice foi criado em 2007 para medir a qualidade do ensino, ainda está longe de ser o ideal.

O indicador é calculado com base no desempenho dos estudantes nas avaliações e nos índices de aprovação, levando em conta a freqüência em sala de aula,a capacidade de aprender e a aprovação no final do ano. O objetivo é atingir a nota 6 em 2022 se equiparando aos países desenvolvidos.

As escolas particulares foram melhores do que as públicas, mas também não atingiram o objetivo, ficando um décimo abaixo do esperado.

É preciso agir rapidamente, pois sem educação de qualidade não há País que possa se tornar desenvolvido. Educação é base para tudo e precisa ser prioridade.

Não dá mais para conviver com a violência que toma conta do País. É o reflexo de uma educação falha, onde pais não impõe limites, as escolas convivem com a falta de autoridade e o desrespeito as normas e principalmente com desigualdades sociais que afligem o povo. Com isso a sociedade sofre as conseqüências.

Os jovens desconhecem os valores fundamentais que são necessários para uma convivência em coletividade. Desconhecem limites, desrespeitando mais velhos, professores e mesmo seus colegas.

São falhas que vem de casa, onde pais ausentes e permissivos, esquecem que respeito e disciplina são fundamentais para o convívio em sociedade. O reflexo aparece, principalmente na escola, local em que deveriam se concentrar para aprender, mas que usam para brincadeiras, namoros antes do tempo e falta de respeito para com os professores.

Os índices mostram a fragilidade não só das escolas, mas também dos professores, muitos desatualizados e impotentes para reprimir agressões que recebem e que são obrigados a suportar, sob pena de serem acusados de maus tratos para com os alunos.

Escolas precisam retomar o conceito de disciplina com afeto, sem rigor, mas firmes no que é necessário para a formação dos jovens. A escola é lugar para estudar e transformar.

O IDEB mostra que das trinta escolas que ocupam os primeiros lugares, dez são militares, onde a disciplina é exigida. O resultado aparece fazendo destes jovens exemplo para todos os demais, porque estudam em colégios que priorizam a qualidade do ensino. incluindo professores altamente capacitados.

Bons exemplos aparecem em Goiás, Salvador e Minas Gerais que possui uma estrutura física completa proporcionando as melhores condições de aprendizado e convivência através dos esportes, das artes e de um ensino de qualidade, modelo que deve ser copiado para todos os estados e municípios. Assim será possível formar bem os jovens brasileiros.

O caminho certo para combater as desigualdades e a violência é proporcionar educação de qualidade para todos os jovens brasileiros.

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