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Ago 12
Viver e Saber

O Governo acaba de divulgar medida que transfere para a iniciativa privada a operação das ferrovias e estradas do pais. São 133 bilhões de investimentos, incluindo a construção de 10 mil quilômetros de estradas de ferro.

Serão 12 novas ferrovias que terão ligação com oito portos entre eles os de Salvador, Santos e Rio Grande. Os empresários ficarão encarregados da duplicação e manutenção de 7,5 mil quilômetros de estradas. O BNDES irá financiar 80% do investimento, ganhando a concessão quem cobrar o pedágio mais barato.

É uma iniciativa salutar, pois o governo não consegue resolver os problemas de infra estrutura que dificultam o escoamento da produção brasileira e o transporte de passageiros

 

Por questões políticas não admite usar a palavra privatização, como se isso fosse um grave problema para o país, o que não é, pois o desenvolvimento conquistado nos últimos anos se deve, em parte a ousadia em romper com o ciclo de atraso com que o país vivia.

O importante é fazer e tornar este pais ágil nas decisões, moderno nos seus serviços, incluindo principalmente os meios de transporte que dinamizam as atividades e favorecem os cidadãos.

Infelizmente, ainda não ouvimos falar, por exemplo de um trem bala, ligando o sul ao norte do pais. Esta é uma alternativa já utilizada em vários países com grande sucesso.

Quem já teve a oportunidade de usar este tipo de transporte, não quer saber mais de outro, pois a rapidez, o conforto e a segurança, proporcionam uma viagem confortável em tempo satisfatório, que dispensa, inclusive o avião.

A alegação para que isso, ainda não tenha sido feito, são os altos custos. Na verdade é mais uma desculpa e falta de ousadia, pois se o Governo não tem condições de fazer, que entregue para a iniciativa privada, que é onde tudo acontece.

Os grandes empresários brasileiros, tem equipes de profissionais preparados, em geral com alta formação acadêmica, que trabalham com objetividade, sem a burocracia e sem os favores políticos, razão pela qual fazem as coisas acontecerem.

A iniciativa anunciada pelo governo é excelente, mas precisa ser complementada. São muitos os problemas existentes que impedem o progresso total e definitivo para o Brasil. Está na hora de olhar também para o transporte de passageiros, de alta qualidade, criando novas alternativas, que proporcionem qualidade com baixo custo.

Ainda são milhares de quilômetros de estradas com uma via, o que dificulta as viagens e geram inúmeros acidentes, sem falar nos acostamentos, que normalmente estão em situação precária. Também a quantidade de pardais que são utilizados sob a alegação de que evitam acidentes, mas que na realidade tem a função de arrecadar recursos, impedindo uma viagem tranqüila em tempo razoável.

Como atrair turismo com estes problemas? É desestimulante viajar de carro. Por que não seguir os exemplos de outros países que mantém auto estradas, permitindo inclusive em determinados trechos velocidade livre?

É preciso modernizar o pais para dizer que existe desenvolvimento. Se o governo não quer privatizar, que continue fazendo parcerias com a iniciativa privada, único meio de proporcionar resultados satisfatórios para a economia e bem estar para o povo brasileiro.

Quanto aos motoristas que ultrapassam os limites e causam acidentes, é mais um problema de educação e ingestão de álcool ao dirigir. São coisas distintas, que precisam ser resolvidas, cada uma a seu tempo, mas com urgência.

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