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Mai 12
Viver e Saber

Porque a educação no Brasil é tão problemática?

Não é por falta de leis que regulam a educação e sim pela ausência de um programa de especialização de professores, com remuneração condizente com as necessidades de quem precisa estudar, ler e se aperfeiçoar constantemente, para poder dar uma aula de qualidade.

Esquecem e não priorizam o professor. Montam currículos pesados e distantes da realidade, esquecendo que o ensino da matemática e do português devem ser prioridade, tendo aulas diárias com acompanhamento extra turno para tirar dúvidas.

Ainda não se deram conta de que escolas precisam ser de tempo integral, mas não para ficar atordoando os alunos com conteúdos, muitos antigos e distantes da realidade atual, mas sim para identificar as dúvidas e os problemas apresentados por eles, nas matérias essenciais, citadas acima, visando dar uma solução antes de passar para novo conteúdo.

O que acontece é que a prioridade é para cumprir o currículo conforme e o calendário escolar. Se o aluno aprendeu ou não é problema dele. Este é o grande engano das escolas, porque perderam a sensibilidade de entender as diferenças que existe entre cada indivíduo.

Aqueles mais capacitados absorvem bem os conteúdos e vão em frente sem problemas. Infelizmente estes constituem uma minoria que permite a escola e aos professores se defenderem usando-os como exemplo. Mas não é isso que interessa.

A escola tem obrigação de formar a todos. Precisa identificar os diferentes problemas que surgem em função da capacidade de cada aluno e resolvê-los sem avançar nos conteúdos. Passam adiante e os alunos continuam com suas dúvidas e não conseguirão assimilar os novos conteúdos , pois ficou a lacuna do aprendizado falho anterior.

É preciso tempo para isso. Não há conteúdo tão importante para a vida do que o aprendizado da matemática. Ela está presente em tudo. Há milhões de pessoas com deficiência nesta matéria porque a escola não se certificou de que as dúvidas fossem sanadas. Foram adiante esquecendo que nem todos são gênios.

Por isso no Relatório Pisa da OCDE( Programa para o Desenvolvimento e Cooperação Econômica), onde os alunos de 15 anos de 60 países mostram suas competências em compreensão de leitura, matemática e ciências, o Brasil aparece nas últimas posições.

Milhões de crianças sofrem as conseqüências deste ensino atrapalhado que é ministrado. São culpados por não aprender. São rotulados de preguiçosos porque não estudam e não vão bem nas provas. Como ir bem se há falhas na base de aprendizado?

É preciso parar para refletir sobre tudo isso. Não se deve culpar os professores por isso e sim as direções das escolas que perderam a sensibilidade para perceber que precisam cuidar melhor de seus alunos. Eles não são uma máquina que, se programada, responde sem errar.

São seres humanos com suas dificuldades pessoais que precisam de atenção e de tempo e não de excesso de conteúdos que só serve para a escola mostrar que é competente, exigindo dos professores que cumpram currículos, sem se preocupar se os alunos aprenderam ou não.

Por tudo isso é que as pesquisas mostram o fraco desempenho e a evasão escolar dos alunos. Saindo das escolas para onde Irão? Muitos buscarão alguma colocação no mercado onde ocuparão posições inferiores em função de sua baixa formação. Outros ficarão a margem da vida aumentando a violência que assola o Pais.

Educação e professores precisam ser prioridade já no Brasil.

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