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Set 11
Viver e Saber

As escolas vivem o último trimestre do ano letivo. Alguns alunos estão tranqüilos porque já conseguiram os graus necessários para passar de ano. Muitos outros, ainda dependem das últimas provas, o que gera intranqüilidade familiar.

 

É impressionante ver a preocupação de alunos e pais neste período do ano. Os alunos que apresentam dificuldades, principalmente na matemática, ficam apavorados e buscam nas aulas particulares aquilo que os professores não conseguiram lhes fazer entender.

Os pais, mais ansiosos ainda, não aceitam que os filhos percam um ano, pois isso atrasa o seu progresso pessoal. Pensam também no investimento feito, que gerou sacrifícios de toda a família para poder pagar o escola.

Aqueles que estudam na escola pública, por terem maior dificuldade também fazem esforços para manter seus filhos na escola, comprando material escolar, roupas e transporte.

Sentem a angústia dos filhos e procuram entender, através do amor que lhes dedicam, as dificuldades que fazem com ele esteja mal na escola. Como acompanham os filhos sabem que não foi por falta de estudo, mas sim por não ter compreendido a matéria dada em aula.

As escolas preocupadas em cumprir seu currículo escolar esquecem que precisam separar os alunos pelas suas competências. Como manter numa mesma sala de aula alunos com muita facilidade e outros com dificuldade?

É certo que muitos serão prejudicados, porque a professora segue em frente com a matéria. Alguns professores precisam ter mais sensibilidade e cumprir com sua missão, em primeiro lugar com aqueles que precisam mais. O desenvolvimento de uma criança é diferente de outra. Cada um tem o seu tempo e isto precisa ser percebido.

Estas distorções, quando forem corrigidas, eliminarão muitos problemas, tanto para alunos, quanto para os pais e também para os próprios professores, que sentirão prazer em ver sua obra bem realizada.

É necessário uma mudança de paradigmas. Não é porque sempre foi assim que deve continuar. Novas maneiras de ver as mesmas coisas podem trazer grandes resultados. Todos tem capacidade para aprender, desde que seu tempo seja respeitado.

Isto é também tarefa da escola. O professor, que não conseguir entender isso, e buscar ajudar o aluno a vencer suas dificuldades, não está apto a dar uma aula.

Muitas crianças desistem de estudar por se sentirem incapazes de seguir em frente. O resultado é que estarão a margem das boas colocações no mercado. Também é possível que tendo desenvolvido baixa auto estima sintam frustrações e rancores que evoluem para violências que serão nocivas para a sociedade.

Não poderia haver reprovações para alunos até a conclusão do ensino fundamental. Os professores devem ser responsabilizados por isso, pois todos os alunos precisam concluir o ensino fundamental para despertarem para o que vem depois.

Esta base eles precisam ter. É preciso encontrar a maneira correta de fazer com que os alunos entendam os conteúdos e com isto conquistam os graus necessários para ir adiante.

Havendo esta preocupação, ao chegarem no ensino médio estarão auto confiantes, mais maduros e portanto mais responsáveis tendo capacidade para

acompanhar e aprender o que for necessário.

O caminho da educação deve passar pelo conhecimento integral do aluno, identificando potencialidades, carências e dificuldades. O professor precisa estar apto a fazer isso.

Com a ajuda dos pais e o engajamento do próprio aluno, sentindo-se valorizado e compreendido os resultados serão positivos.

Com habilidade, vontade de ajudar e boa comunicação tudo será possível.

Comentarios (1)

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me cinto frustada poraue nso consigo ajudar minha filja
ljp , setembro 09, 2016

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